Também sobre a atitude de nossa Câmara, eis o editorial de hoje d’O Correio do Povo. Ligeiramente agressivo, pode-se assim dizer.

Ontem à noite, mais uma Câmara de Vereadores deu um bom exemplo à comunidade ao derrubar o período de recesso do meio de ano.

Assim como aconteceu em Corupá e Schroeder, os legisladores de Guaramirim abriram mão do direito de férias de 15 dias de julho.

Essa decisão coloca num situação vergonhosa os vereadores de Jaraguá do Sul – João Fiamoncini (PT), Ademar Winter (PSDB) e Pedro Garcia (PMDB) – que votaram contra o projeto que tinha o mesmo propósito. E principalmente o presidente do Legislativo jaraguaense, José Ozório de Ávila (PSD), que se absteve de votar na sessão do dia 29. A posição covarde de Zé da Farmácia ao não se posicionar durante aquela votação revelou uma fraqueza do líder da Câmara de Vereadores e manchou a imagem desse poder perante a comunidade.

Agora, por causa dessa atitude, o Legislativo de Jaraguá do Sul vira uma ilha isolada na região ao manter um recesso durante o mês de julho, enquanto a maioria das Câmaras segue um desejo da sociedade, que é ver os representantes do povo com as atividades parlamentares sendo continuadas durante o decorrer do ano, sem interrupções.

Com os exemplos de Guaramirim, Corupá e Schroeder, a região pelo menos mostra que há avanços por parte de alguns políticos, ao entender que eles foram eleitos para servir à população, e não devem ser beneficiários de privilégios que não são mais aceitos. A tendência é que a Câmara de Massaranduba também siga essa mesma decisão. E, se assim se confirmar, Jaraguá do Sul ficará ainda mais envergonhada da decisão errada feita por alguns dos seus legisladores. Lamentável.